quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como escolher seu melhor amigo: O Cartão de Crédito

Bom dia a todos para mais uma aventura financeira!

Não faz muito tempo, a melhor brincadeira de uma criança era bater figurinha. Não sei se alguém se lembra dessa brincadeira.Era uma brincadeira bem legal. Sempre que íamos jogar, sempre escolhíamos as melhores cartas para os melhores momentos. Qual a regra para a escolha? Acredito que todos podemos imaginar e deduzir, as cartas mais repetidas eram as que menos valiam a pena ter, as mais raras sempre eram guardadas para obter mais vantagens na hora de trocar ou bater figurinha. Ou seja, a regra era obter alguma vantagem que fosse boa para você.

Mas o que isso tem a ver com cartões de crédito? Tem muito diria eu. Você tem idéia de quantos cartões de crédito existem hoje no mercado? Vamos exemplificar alguns para ver!

Cada banco tem o seu próprio: Banco do Brasil, Banco Real, Banco HSBC, Banco Bradesco, Caixa Econômica...
Só nesse momento já podemos dizer que uns 10 já existem!

Já a Credicard sozinha disponibiliza um arsenal de 33 cartoões de crédito! Tem mais cartões do que existe de jogadores no campo durante uma partida de futebol! Mesmo que você inclua banderinhas, boleiros, assistentes...

E que tal as lojas que hoje descobriram que crédito pessoal é a melhor forma de ganhar dinheiro sobre os desregrados financeiramente? Americanas, Submarino, Renner, Riachuelo, Magazine Luiza, Bom Preço (Hipercard)... se continuar assim até a lojinha do seu Zé do poste retrasado vai querer abrir uma financeira.

E você sabe por que isso? A resposta é simples, o juros cobrados por atrasos e reparcelamentos chegam a casa de 9% ao mês! Qual aplicação dá um retorno desse? Se você imaginar sua vovó que sempre guarda dinheirinho na poupança dela na Caixa Econômica, ao final de uma ano ela terá 10% aproximadamente do seu valor. Opa! Em 1 ano (12 meses - 365 dias!) sua vovózinha ganha o que o banco recebe no mês! Fora todos os detalhes necessários para que outras lojas tenham a máquina do estabelecimento e taxas administrativas para operar!

Sim caro leitor, você está ou estará de posse de uma arma financeira! Basicamente uma bomba nuclear de notas virtuais de Real! Como todo veneno, ele é ruim se você não o usar com cuidado! Acredito que já ouviram falar sobre o tratamento para picada de cobra. Sim, o tratamento é feito utilizando o próprio veneno. Assim como vacinas contém virus/bactérias enfraquecidas, as mesmas que lhe fariam mal, podem lhe fazer bem!

Está bem, mas como devo usá-lo? Bom usar já foi abordado em outro poste que recomendo que voltem a ler! Mesmo aqueles que já o leram! Aqui quero abordar outra situação. Qual arma devo escolher?!

Correto! Vamos voltar à brincadeira que mencionei, vamos bater figurinha, ou melhor bater cartão de crédito!

O importante de toda troca é saber se algo satisfaz sua necessidade básica e acresce em algo sua vida financeira.

O primeiro produto a apresentar é o Cartão Universitário! Que nome chique né? Dá até poder ao universitário em falar que pode comprar qualquer coisa! O pobre do universitário acaba de sair de um colégio, malmente tem o segundo grau e já pode ter um cartão capaz de comprar alguma coisa que ele nem pode pagar! Ideia genial do setor bancário! Pois é, essa arma que consideraria arma branca, lhe dá um poder de compra de R$ 700,00 na maioria das vezes. Se for visto que a maioria dos estágios lhe conferem uma bolsa-auxílio de R$600,00 por 6h, você já tem uma boa maneira de render seu dinheiro.
Sim, mas e daí? O por que desse cartão ser bom? O caso está em dois momentos distintos e de longo prazo. A taxa anuaidade desses cartões ficam em torno de R$ 10,00, um dos menores do mercado. No caso de uma pessoa que não tem muito dinheiro e quer se utilizar do sistema para fazer render seu suado dinheirinho. O segundo motivo desse cartão ser bom é que boa parte das financeiras aumentam gradativamente seu limite de crédito para que você possa se enforcar em algum momento de desequilíbrio neuro-financeiro! Contudo, se você pensar que com o tempo você poderá aumentar sua renda e dividir valores ainda maiores no seu cartão. O mesmo dinheiro da sua bolsa-auxílio ou salário poderá ser investido ainda melhor e por mais tempo!

A segunda opção são cartões comuns que não lhe dão nada em troca, mantém uma taxa anual razoável. São cartões bons para quem quer começar a entender o processo dos cartões de crédito, mas extremamente desaconselhável. Se for para ter um cartão sem vantagem, paga à vista! O melhor que você faz!

Nossa terceira opção está nos cartões de pontos como AAdvantage, Smiles, American Express... Há uma infinidade de cartões como esses. Agora qual deles cabe no seu bolso? American Express lhe dá isenção da taxa de anuidade (opa, coisa boa) e o primeiro ano do membership é gratuito, depois o valor para manté-lo é R$ 60,00. O que é o membership? É um programa de recompensas, onde você troca pontos por algum produto que vai de canetas a pontos nas empresas aéreas que poderam ser trocados por passagens aéreas. O American Express define que cada US$ 1 equivale a 1 ponto, o que, atualmente, equivale dizer R$ 1,60 por 1 ponto.

O Smiles/TAM, a depender do cartão lhe cobra uma taxa anual de R$ 50 reais à R$ 200. Esses cartões lhe dão o incentivo de US$ 1 por 1,5 pontos e em alguns casos 2 pontos por dólar. Esses cartões não tem outros pordutos que possam ser trocados além de passagens aéreas. Ou seja, você só pode trocar seus pontos por passagens de vôo, respeitando o acordo em contrato na aquisição do cartão.

Existem cartões que lhe dão mais pontos por dolar, como o Credicard Exclusive que permite turbinar os pontos se você pagar uma taxa (neste caso de 4% da fatura). Assim sendo, para o menor cartão você tem direito a 1,5 pontos por US$ 1 e pagando 4% a mais, transforma em 3 pontos por US$ 1. O outro cartão da mesma catergoria são 2 pontos por US$ 1 e turbinados são 4 pontos por US$ 1. O problema dos melhores cartões são a taxa de manutenção que podem chegar a R$ 500,00. Um absurdo, mas aquela coisa, se você é alguém que se dedica a explorar o seu cartão ao máximo sem se argolar financeiramente, a empresa irá ter a maior vontade de lhe manter.

Vale a pena lembrar que toda financeira não tem interesse de perder um cliente que sempre mantém um bom relacionamente com eles, seja pagando direito as contas, quanto mantendo um gasto médio que eles entendam como substancial. Nesses casos, o bom e velho "CANCELA!" funciona que é uma beleza. E se não for o seu caso? Bom, você não precisa de um cartão que é mais caro para manter do que os benefícios que eles lhe dão. Errado não é perder o cartão por tentar dimunir uma taxa exorbitante, mas pagá-las irrestritivamente. A primeira pessoa em quem você tem que pensar quando pensar em um cartão é o SEU Bolso!

No final, qual cartão eu devo fazer? Como sempre gosto de falar, Depende. O maior interesse do blog é que você mantenha a sua saúde financeira e não tenha um pedaço de plástico para ostentar. Assim sendo, escolha um cartão que você possa pagar um valor razoável ou que você esteja preparado para perder quando eles cobrarem o absurdo que cobram de anuidade a partir do segundo ano. O dinheiro é a maior prostituta que já existiu na raça humana, ele não liga para sexo, condição social, racial ou econômica. Preto, Branco, Amarelo, Mulato, Pobre, Rico, Homem ou Mulher, perante ele, você só é um entreposto. Faça bom uso dele!

Ficamos por aqui! E até o próximo café!






sexta-feira, 6 de maio de 2011

Opa Compra Coletiva! Agora posso comprar mais e barato?

Olá pessoal,

Hoje no nosso café, iremos conversar sobre o maior assunto do momento: Compras Coletivas.

Atualmente compra coletiva virou febre, quem não conhece ou não comprou em um site de compras em grupo? Mas será que realmente é barato? Será que vale a pena comprar? E o mais importante será que devo aproveitar todas as ofertas?

Bom, pechinchar e obter vantagem são males dos seres humanos. E alguns desses males vem para o bem. Contudo na nossa sociedade, digo por essa ser o mundo e não o Brasil em específico, há muitos que querem ganhar em cima de serviços ou produtos em um mês mais do que poderiam em um semetre. Infelizmente é uma realidade.

Assim sendo, quando vamos a uma feira, chegamos na barraquinha de frutas de "seu" Zé:
- "Chefe, quanto tá a maçã?"
- "R$ 0,50"

Inerentemente, perguntamos: "E a dúzia?"

É natural, perguntar sobre valores unitários e valores para uma quantidade, pois este é o primeiro passo para se pechinchar e ver se há como obter desconto ou não.

Força de compra

Que tal imaginar a seguinte situação: Você vai na barraquinha de "seu" Zé, só que agora não será para comprar apenas para sua casa e sim para duas vizinhas, sua mãe, irmã, três irmãos, além de você, é claro.

Com certeza, se nosso freguês deu 2% ou 5% de desconto, por você muito pechinchar, ele vai aumentar um pouco mais essa margem de desconto para 4% ou 10%. O seu poder de compra aumentará a medida da quantidade de pessoas iram comprar ou a quantidade de itens da sua compra.

Um caso interessante ocorreu onde eu trabalho. Um grupo de colegas resolveu se unir para comprar notebooks. Após ter uma idéia da quantidade de pessoas que queriam comprar, buscou-se a loja interessada para então negociar um valor. Ao final da negociação, eles conseguiram cerca de 30% de desconto.

Nunca duvide, comprar em grupo sempre será vantajoso!


Negociador

A peça principal em toda negociação é ter um bom representante tagarela e cativador. Sim! Negociadores tem que saber conversar, gostar de conversar e cativar o outro lado. É esse o papel dos sites de Compra Coletiva. Através de uma empresa especializar forma-se uma rede de contatos e, principlamente, com uma carteira de potenciais clientes.

Uma empresa de Compra Coletiva consegue mais desconto do que você na barraquinha de "seu" Zé, não é porque ele conhece "seu" Zé há muito tempo, mas por vender a "seu" Zé a possibilidade de obter mais clientes se ele ofertar algo no site deles.

Para todo negócio em expansão, a publicidade é de extrema importância. Esta será a forma como os clientes se lembraram da marca. Sendo assim, as empresas que colocam ofertas coletivas consideram a sua oferta, não como um desconto, mas como uma propaganda. Por isso é que se pode ver descontos de 20% até 80%.

Essa nova modalidade de propaganda ajuda a empresa, oferecendo uma amostra (quase) gratis (em alguns casos) e ao consumidor que obtém um desconto maior, sem ter que pocurar seus tios, mãe, papagaio, periquito, etc para ajudar no valor da compra.

Nunca duvide, comprar em grupo sempre será vantajoso e um bom negociador fará toda a diferença!


Finalmente é bom comprar ou não?

Tenha calma! Eu já estava dizendo! E a resposta é "depende"! Não me xingue pela resposta tão em cima do muro, mas não é esse o caso. A verdade é que mesmo se uma oferta for feita e a propaganda seja 50%, você pode está perdendo dinheiro ou saindo no zero-a-zero.

Como assim? Para exemplificar o que estou falando, vamos para uma oferta de um desses sites. O site "Rode a Baiana" há alguns meses atrás apresentou a seguinte oferta:

"60% de desconto em 10 Chops de R$ 59,00 por R$ 23,60 no 33 Sergio Arno"
Uma oferta aparentemente boa, contudo com a seguintes regras:

"Utilização: de segunda a quinta no HAPPY HOUR - das 18 hs às 20 hs."

Bom, mas o que tem nisso? Um chop em dias normais custa R$ 6,30, no horário de Hppy Hour, o chop é vendido pela metade do preço, ou seja, R$ 3,15. Na promoção acima, o valor do chop é de R$ 2,60. Assim, fazendo uma regra 3 por 4, o valor real do desconto é de 17%.

Desconto é bom, mas se deve ter muito cuidado com o que é escrito nas ofertas. Para saber se o valor de um produto está realmente com desconto, verifique a oferta, se há produtos similares em outros lugares e se vale realmente a pena ir até lá, pois alguns casos a oferta pode está a alguns quilometros de você! Não seja levado pelo conto do vigário.

Nunca duvide, comprar em grupo sempre será vantajoso, um bom negociador fará toda a diferença e verificar a oferta é essencial para ter descontos!


Ahhh, agora eu posso comprar várias ofertas seguindo essas regras?!

Novamente a resposta é depende! Se empolgar para obter descontos é muito arriscado. Sempre desejamos muitas coisas e queremos usurfruir o máximo das ofertas. Contudo, se você comprar mais do que você pode sair, você irá gastar dinheiro e ainda perderá o prazo das ofertas.

Cerca de 20% das pessoas que compram em sites de compra coletiva, perdem as ofertas por passar do prazo para utilizar o cupom. Aproveite as ofertas, mas com moderação. Assim como uma boa cerveja, se você beber demais, não sentirar o gosto das próximas e depois vai ter que pagar por elas sem aproveitá-las.

Um bom conselho para maximizar suas compras coletivas é planejar a possibilidade. Veja bem, não é planejar a sua saída! É pensar na possibilidade de você querer obter/fazer algo que aquela oferta no site está lhe apresentando. Para um pequeno exemplo temos que quase todo mundo adora comer pizza, normalmente você come pizza uma vez por mês. Assim sendo, porque não comprar uma oferta de uma pizzaria boa, para usar nos próximos 2 ou 3 meses?

Tenha muito cuidado com o tempo das ofertas e os dias para usar o cupom! Leia bem as regras! A chave para obter vantagem nas compras está nelas! Não esteja entre os 20%!

Nunca duvide, comprar em grupo sempre será vantajoso, um bom negociador fará toda a diferença, verificar a oferta é essencial para ter descontos e muita atenção nas regras é a chave para aproveitar!


Fico por aqui!

Até o próximo café!



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Uma Caixinha faz toda diferença

Acredito que todos já passaram pela sensação de que ao final do mês ou viagem, gastaram mais do que se planejaram a gastar. Alguns chegam mais próximo do que tem em mente, as vezes por uns R$ 100,00 ou menos, outros erram por muito. Essa tarefa vai ficando mais difícil a medida que se coloca variáveis como paquera, namorada(o), etc. A sensação é que você não tem como controlar ou planejar nada que dependa dessa situação. Mas há sempre um caminho.

Bom, não sou muito diferente das pessoas que tiveram esses problemas (ou ainda tem). Cerca de 1 ano e meio atrás, eu tive um grande impasse com minha companheira sobre esse tópico: "Quanto dinheiro a gente gasta por mês?". Nós sempre conversávamos sobre diminuir custos, organizar o mês... mas nada. Era impressionante como a gente deixava de sair um fim de semana inteiro e os nossos valores aumentavam! Para alguns isso era magia negra, macumba, bozó... mas no final era falta de planejamento.

Incentivando minha companheira a ler alguns livros de finanças comigo para ajudar nessa empreitada de organizar o caos financeiro da nossa relação, conseguimos chegar a uma idéia, talvez não inovadora, mas suficiente para minimizar e até ajustar corretamente nossos gastos.


"A Caixa"

Como toda mulher ama inventar nomes "fofinhos" para esses objetos que deveriam ser práticos e objetivos, a minha adotou o nome de "Nosso Dinheirinho". Um tanto afeminado demais, mas o mérito da idéia dela foi que permitiu esse apelido... (Desculpa para: Eu fui derrotado)

A caixa foi a idéia mais brilhante que pudemos ter para gerir o nosso dinheiro para sair e até memos viajar. Basicamente, a idéia é definir primeiro quanto irá ser gasto no mês. No tempo, como éramos estagiários foi definido R$ 150,00 para cada um. Assim, ao receber nosso salário, cada um retirava a quantia determinada e colocava na caixa.

Com R$ 300,00 na caixa, a tarefa era restringir nossos gastos a esse valor. O primeiro mês foi muito difícil. Aqueles que tiverem interesse de tentar, deixo um aviso: "Siga firme e não gaste mais do que a caixa.". É de extrema importância não criar hábitos de "passar a mão na cabeça" nos primeiros meses. Se você gastar todo o dinheiro da caixa em 2 dias, leve o mês inteiro sem sair. Veja bem o que eu falei: Sem Sair. Isso não significa que você não possa ir a casa de sua (seu) companheira(o), dar uma voltinha na orla ou bater pernas no shopping. Se invente! Mas não gaste mais do que isso!

Tudo parece muito radical, mas na verdade é necessário entender que a caixa é uma entidade, como uma empresa ou pessoa. Ela tem que ser vista como se fosse você no lugar dela. Se você não tem dinheiro, você não gasta (ao menos é isso que se espera!).

Mas então como usar a caixa? Bom, para cada vez que você sair, gaste o dinheiro da forma que você quer. A conselho o uso do cartão de crédito (Para melhor entender veja os tópios anteriores. Mais tarde daremos outro motivo além deles.). Peça a nota fiscal ao estabelecimento e a coloque na caixa, retirando dela o dinheiro equivalente ao valor gasto.

Para um exemplo prático:
Suponha que você saiu e foi a um restaurante. A conta deu R$ 70,00. Peça ao garçom a nota fiscal, leve ela até a caixa e coloque. Retire o dinheiro para você pagar a quem pagou a conta.
Agora você sabe que o novo valor que pode ser gasto para você sair será de R$ 230,00, como também vai saber com o que você gastou.

Se ao final do mês sobrar dinheiro, repasse para o outro mês, mas mantenha seus depósitos. Como eu falei, a caixa tem que ser tratada como outra pessoa/empresa. Caso sobre dinheiro, ele é saldo e deve ser repassado. Com um bom comportamento e muita força de vontade, irá ter meses que você poderá fazer uma extravagância, como ir ao Alfredo Di Roma ou passar um fim de semana na Praia do Forte, sem impactar no dinheiro da caixa e, mais importante, no seu dinheiro pessoal.

Com a evolução do salário pessoal, garanta uma evolução da caixa também. Separando valores maiores, será possível definir uma quantia para viajar todo ano ou mês, depende de como, onde e quando. Acredite, com essa prática, as coisas não vão parecer tão caras quanto parecem e tão impossíveis quanto se imagina.

Bom, por hoje é só.
Até um próximo Café!

domingo, 17 de abril de 2011

Tem desconto à vista? Divide em quantas vezes?

Você vai a uma loja para olhar alguns notebooks, depois de ver vários modelos decide pela compra de um deles. Na hora do pagamento o vendedor lhe dá duas opções: à vista com desconto de 5% ou parcelado em até 18 meses!

Esses dois caminhos básicos para o consumo, o à vista ou o parcelado, são motivos de discussões entre amigos e familiares. Alguns defendem que para comprar o que se precisa vale de tudo, até parcelar com juros se não tiver o dinheiro, outros dizem que preferem sempre comprar à vista ("se não tiver o dinheiro não compro"). Claro que cada um desses caminhos têm seus pré-requisitos, para comprar à vista o sujeito tem que ter o dinheiro todo, e para comprar parcelado tem que estar com o nome limpo na praça.

Alguns analistas financeiros recomendam fortemente o pagamento à vista, inclusive ressaltando que o cliente deve insistir que o vendedor der descontos para pagamentos à vista (algumas lojas não dão esse desconto). Eu não discordo destas abordagens, porém gosto de fazer umas continhas antes de decidir a forma de pagamento.

Nos últimos anos o rendimento da caderneta de poupança brasileira resultou em (mais ou menos) 6% ao ano. Isso significa que se vc pegar R$ 100,00 e colocar na poupança e deixar lá por 12 meses vc terá (ao final deste 1 ano) pouco mais de R$ 106,00 (contando os juros compostos precisamente será R$ 106,12). Pensando desta forma, utilizaremos esses 6% ao ano como parâmetro para avaliar o desconto dado ao pagamento à vista. No caso do exemplo à cima, a compra parcelada é a melhor opção, pois no mesmo período (18 meses) a poupança daria um rendimento em torno de 9%. Um desconto vantajoso nesse caso deveria está perto desses 9%.

O mesmo vale para qualquer tipo de compra, lojas de roupa geralmente dividem em até 3 vezes o pagamento de seu produto, mas dão desconto para pagamento à vista a partir de 3%, o que é vantajoso para o pagamento à vista. Por tanto a conta que recomendo é 0,5% ao mês (ou 6% ao ano). Se o vendedor divide a mesma compra em 6 meses vc só deve pagar à vista se o desconto for igual ou superior a 3% (0,5% para cada mês que a loja divide).

Caso vc não possua uma poupança em dinheiro para essas ocasiões, o post anterior que publiquei explica como utilizar o cartão de crédito para, dentre outras coisas, ter uma reserva financeira. Vc pode utilizar esse dinheiro para te permitir fazer a escolha do pagamento à vista se esta for a melhor opção. Porém vc tem de devolver o dinheiro para a poupança mensalmente, depositando o mesmo valor que vc pagaria a loja se comprasse o bem parcelado. Exemplo: numa compra de R$ 100,00 o vendedor te oferece parcelamento de até 4 vezes ou pagamento à vista com 5% de desconto; vc retira R$ 95,00 de sua poupança, paga à vista e devolve para a poupança depositando R$ 25,00 durante 4 meses, embolsando os R$ 5,00.

É isso que chamo de uma compra consciênte! Mas olhe só, nada de ter vergonha quando o vendedor disser que não dá desconto à vista e que vc pode dividir sua compra de R$ 30,00 em 10 vezes. DIVIDA ASSIM MESMO! Se a loja não quer dar desconto para o pagamento à vista, ela que receba seu dinheiro em 10 vezes de R$ 3,00. O problema não é seu, mas os rendimentos sim!

domingo, 3 de abril de 2011

O Bandido na verdade é o Mocinho ?

Como mencionei no post anterior, o cartão de crédito é um instrumento financeiro muito bom e deve ser utilizado, porém apesar das vantagens que citarei a seguir não recomendo o seu uso se vc for uma pessoa "desorganizada" financeiramente. Abaixo cito algumas características que julgo pertencer a esse grupo de pessoas:
  • Geralmente esquece de pagar alguma conta, pois não anota suas despesas ou não se utiliza de algum mecanismo que a faça lembrar de seus compromissos financeiros;
  • Sempre está pedindo dinheiro emprestado, seja a parentes, amigos ou ao banco;
  • Frequentemente paga juros ao cartão de crédito, cheque especial ou coisas do tipo;
  • No fim do mês o dinheiro nunca é suficiente, um aumento de salário sempre é uma questão de vida ou morte.
Bom, se vc não costuma se enquadrar nessas questões recomendo que siga as dicas que descrevo a seguir.

Acredito que vcs não desconheçam que a maioria das administradoras de cartão de crédito fornecem programas de pontos a seus clientes. Nesses programas de pontos o cliente do cartão ganha pontos por cada real (R$), ou dolar (US$), gastos em compras e pode trocar esses pontos por alguns bens ou serviços (oferecidos pelas administradoras). A maioria permite até que vc troque esses pontos por passagens em companhias aéreas. Se não fosse pelas taxas cobras pela maioria das administradoras de cartões, essa já seria uma vantagem justificável para se utilizar um cartão de crédito. Mas dessas taxas falaremos depois.

Não perdendo de vista essa vantagem, imagine o seguinte caso: vc é uma pessoa "organizada" financeiramente, tem seus gastos fixos bem anotados, sabe exatamente quanto será sua despesa fixa no fim do mês e seus gastos extras são pagos com o dinheiro que sobra (se sobrar). Para melhorar o entendimento vamos transformar isso em um exemplo com número hipotéticos de um universitário "organizado" financeiramente, que esteja estagiando e ainda more com os pais:
  • Estágio: + R$ 1.000,00
  • Faculdade: - R$ 450,00
  • Alimentação: - R$ 100,00
  • Transporte: - R$ 55,00
  • Celular: - R$ 32,00
  • Saldo: +R$ 363,00
Nosso amigo "organizado" financeiramente fica com R$ 363,00 ao fim de cada mês. Essa sobra ele utiliza para os gastos variáveis, como happy hours, cinema, roupas e etc. Ele decidiu adquirir o seu primeiro cartão de crédito e pretende pagar todos os gastos que puder no cartão de crédito, para acumular o maior número de pontos possível, a fim de trocar por uma passagem aérea.

Vamos fazer a seguinte análise: dos gastos fixos nosso amigo, a sua alimentação (R$ 100,00) ele poderá pagar no cartão de crédito (isso é uma suposição) e os gastos variáveis, vamos supor que todos (R$ 363,00). Estimamos então um total de R$ 463,00 (100 + 363) que podem ser gastos no cartão, porém vamos estipular o valor de R$ 400,00, pois é prudente deixar uma pequena quantia para gastar em dinheiro mesmo (vc pode precisar de dinheiro vivo). Desta forma, os outros R$ 63,00 ficaram para gastos em dinheiro.

Pois bem, estipulados esses valores nosso amigo universitário irá transferir R$ 400,00 no primeiro mês, após receber sua bolsa de estágio, de sua conta corrente para uma conta poupança (separada da conta corrente). A partir daí nosso amigo poderá utilizar o seu cartão de crédito até o limite de R$ 400,00 por mês. Percebam que o limite de seu cartão de crédito não será o imposto pela administradora do cartão e sim o de sua capacidade de pagamento. No caso de nosso amigo R$ 400,00 mensais.

No mês seguinte é esse valor (R$ 400,00) que vai sobrar na conta de nosso amigo e é com ele que o cartão de crédito será pago. Atenção aqui: o cartão não será pago com os R$ 400,00 que estão na poupança, esse dinheiro ficará lá como garantia do pagamento do cartão de crédito para momentos de dificuldade, demissão do emprego por exemplo. Repetindo, o cartão será pago pelos R$ 400,00 que irão sobrar do salário no mês seguinte. É importante ressaltar que os juros do cartão de crédito estão entre os mais altos do mercado, por isso muito cuidado para não ficar inadimplente.

Nosso amigo poderá utilizar o dinheiro, agora na poupança, para investimentos que não a poupança, mas recomendo os mais seguros (ex.: fundos de renda fixa ou até previdência privada). É importante entender que esse dinheiro é uma garantia do pagamento do cartão de crédito. Não recomendo que ninguém gaste esse dinheiro com outras coisas, principalmente supérfluos, no máximos os rendimentos da poupança (ou de outro investimento onde o dinheiro esteja).

Esta é uma maneira eficiente de utilizar o cartão de crédito e ainda alavancar dinheiro para investimentos. Feito desta forma, aconselho fortemente que vc concentre todos os seus gastos no cartão de crédito, aumentando não só seu montante para investimentos como também suas chances de viajar com as passagens pagas para onde quiser.

Ah, já estava esquecendo. Quanto as taxas cobradas pelos cartões de crédito, lembro a todos que as lojas que aceitam cartões de créditos pagam as administradoras uma taxa que varia de 3% a 6% no valor de cada compra. Ou seja, seus gastos mensais feitos no cartão de crédito rendem em média 4,5% para as administradoras do cartão, se suas anuidades ou outras taxas passam desse valor podem ligar sem medo para as administradoras e ameaçar o cancelamento do cartão caso estas não o isentem das taxas.

Vamos usar mais o cartão, abraço !

sábado, 26 de março de 2011

Fazer sobrar dinheiro não é milagre

Não sou um cara rico, mas tenho minha vida financeira equilibrada. Porém nem sempre foi assim, durante a faculdade passei 8 meses desempregado, e esse foi um período complicado. Os primeiros 3 meses consegui pagar a faculdade com o seguro desemprego, mas quando este acabou tive que ficar inadimplente. Eu estava no início de um novo semestre e fiquei sem pagar os próximos 5 meses, praticamente um semestre inteiro. Por sorte consegui voltar ao mercado de trabalho no fim desse semestre, o que foi minha salvação, pois só poderia me matricular para o próximo semestre negociando a dívida do semestre anterior e pagando a primeira mensalidade do atual.

O salário do novo emprego mal custeava o valor da mensalidade, tive que diminuir as matérias cursadas para o novo semestre a fim de a mensalidade caber no meu bolso. A partir daí passei a pagar o semestre anterior e a dever o semestre corrente. Como trabalha 6 horas no novo emprego, logo consegui outro trabalho, de 4 horas, no período da manhã. Minha vida virou uma confusão, 2 empregos de dia, 1 faculdade a noite e no fim de semana eu trabalha aos sábados e ainda tinha que fazer os trabalhos da faculdade. Mas tinha que fazer isso pois precisava de dinheiro para saldar minha dívida, eu não sabia até quando poderia ficar com um semestre sempre atrasado.

O problema é que com o passar do tempo percebi que o dinheiro que estava ganhando a mais sumia mês a dentro. Comecei a me perguntar para onde estava indo o bendito? Porque não estava sobrando já que eu tinha aumentado meus ganhos? Pois é meus amigos, como disse no post anterior, mais dinheiro não é sinônimo de mais equilíbrio financeiro. Mais dinheiro só melhora sua vida se vc já tiver uma vida financeira equilibrada e não era esse o meu caso na época.

A partir daí passei a acompanhar melhor meus gastos, nada muito complicado, fiz uma planilha financeira (mas poderia ser um caderninho de anotações) e totalizei todos os meus gastos fixos mensais, que não eram muitos, em contra partida com os dois salários que tinha. Não foi surpresa quando percebi que não eram eles (os gastos fixos mensais) que estavam levando meu dinheiro e sim os gastos esporádicos feitos no dia a dia, compras feitas com dinheiro e principalmente no cartão de crédito (lanches, cervejinhas, roupas e etc).

A solução foi traçar algumas metas para organizar a bagunça:
  1. parei de usar o cartão de crédito (inclusive para emprestar à amigos e conhecidos), tomei muito cuidado para não aumentar meus gastos fixos, precisava de um celular a conta mas fiquei com um a cartão, pois naquele momento existia algo mais importante necessitando do meu dinheiro;
  2. compras parceladas no cartão de crédito só eram realizadas após uma verificação de que nos próximos meses (após pagar as contas fixas e guardar o dinheiro da dívida - meta 3) havia dinheiro sobrando, além de uma reflexão, para ter certeza de que eu precisava mesmo fazer aquela compra;
  3. fixei um valor a ser depositado na poupança (a fim de diminuir a dívida com a faculdade) e passei a gastar apenas o que sobrava e a vista (dinheiro ou debito). Geralmente as pessoas guardam o que sobra, só que resolvi ser radical, iria guardar primeiro e gastar o que sobrasse. Já tinha reduzido um custo fixo, quando diminui as matérias cursadas na faculdade, não tinha mais onde diminuir, por isso precisei seguir essa meta a risca.
Parece até simples, mas me enrolei um bocado até seguir as metas fielmente. Parar de usar o cartão no dia a dia e gastar apenas o dinheiro que se têm é simples na teoria, na prática nem tanto. Sempre que o dinheiro acaba agente pensa "poxa, posso comprar isso no cartão e só pagar no mês que vem", ou então "a festa hoje vai ser massa, vou usar o cartão só hoje". O problema é que se eu uso o cartão hoje tiro dinheiro do mês que vem. Infelizmente, não se pode ter tudo e eu tinha que pagar minha dívida, ou sairia da faculdade, então tratei de analisar bem cada gasto que ia fazer. Se no próximo mês vai ter uma viagem a trabalho e não terei muito tempo livre para sair com a galera, por exemplo, então posso me dar ao luxo de usar um pouco o cartão esse mês. Mas normalmente só gastava o dinheiro que tinha, nada de gastar o que não tem. A medida que ia atingindo as metas 1 e 2, guardar o dinheiro para amortizar a dívida ficou mais fácil (meta 3).

Dessa forma a dívida foi sendo paga, pouco a pouco, e consegui me formar sem dever nada. Percebam que o fato de trabalhar muito, 2 empregos, e estudar bastante foram importantíssimos, mas não dariam resultado se eu não tivesse organizado minha vida financeira. Aprendi que é preciso saber escolher bem, se compro isso não vou poder comprar aquilo, ou então para comprar isso do que posso abrir mão.

O cartão de crédito é um instrumento poderoso (falarei disso em outro post) e deve ser utilizado, porém requer organização. Hoje tudo que compro é no cartão de crédito, e me beneficio de suas vantagens, porém na época foi ótima a escolha que fiz de não utiliza-ló, pois não tinha organização financeira para tal. Se vc é uma pessoa que não sabe quanto pode gastar no mês corrente e no próximo não recomendo que utilize um cartão de crédito, até porque seus juros são um dos mais altos. Mas se vc já tem sua vida financeira organizada, use e abuse dele. Nos próximos post vou apresentar-lhes boas práticas no uso do seu cartão de crédito que poderão lhe proporcionar ganho de capital e até vantagens oferecidas pelas operadoras de cartão.

Um abraço!

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Começo

Tudo começou quando adquiri o meu 1º cartão de crédito, após alguns meses de uso sempre tomava um susto quando chegava a fatura. Nunca, nunca mesmo o valor era o que imagina que seria, sempre era pego desprevenido e no restante do mês ficava sem dinheiro. Além disso, toda vez que tirava um extrato de minha conta no banco (eu não tirava com frequência) percebia que haviam algumas taxas cobradas pelo banco, as quais eu não fazia ideia do que eram. Não preciso dizer também que já fiquei sem dinheiro para pagar alguma conta apenas por não ter parado para fazer as contas com calma. Como se já não bastasse, vez ou outra eu esquecia a data de pagamento de alguma coisa, e lá ia eu pegar fila no banco e pagar a conta com juros.

Bem, de lá pra cá muita coisa mudou, pra melhor, em minha vida financeira. Não porque me formei na faculdade e me tornei Analista de Sistemas, mas sim porque mudei meus hábitos, depois de ficar um tempo sem comprar no cartão de crédito, aprendi a usa-lá com eficiência, organizei e controlei melhor meu gastos, prestei mais atenção em minha conta corrente e, principalmente, aprendi a fazer contas e a entender melhor o jogo do dinheiro. Também foi importante parar de pensar que só teria minhas finanças equilibradas quando ganhasse muito. Ganhar muito não ajuda ninguém a equilibrar suas finanças, até pode atrapalhar porque quanto mais se ganha mais se gasta, o que aumenta a complexidade financeira. Graças a essas mudanças, hoje não tomo mais sustos com a fatura do cartão de crédito, não pago taxas sem sentido ou tarifas para "clientes desavisados", faço viagens com as milhas do cartão de crédito, gasto meu dinheiro sem medo e ainda sei onde devo e onde não devo por o meu dinheiro.

A ideia de escrever um blog para dar dicas sobre dinheiro e ajudar pessoas com dificuldades financeiras (como um dia eu tive) veio depois de auxiliar vários amigos a organizar suas finanças e ouvir muitas boas ideias sobre como lhe dar com o dinheiro.

Não incentivo aqui, nem incentivarei, ninguém a ser sovina, mão de vaca, casquinha, unha de fome, ou algo do tipo. Apesar de saber que não se dá pra ter tudo nessa vida, meu intuito é mostrar que com conhecimento financeiro elas podem passar a desfrutar mais e gastar melhor.

Nos próximos posts escreverei sobre: como organizar suas finanças sem perder muito tempo; como lhe dar com seu banco e cartões de créditos; quando comprar a prazo ou à vista; como lhe dar com os empréstimos ou crédito de um modo geral, além de outras dicas sobre dinheiro, finanças e orçamento.

Um abraço.