quarta-feira, 4 de maio de 2011

Uma Caixinha faz toda diferença

Acredito que todos já passaram pela sensação de que ao final do mês ou viagem, gastaram mais do que se planejaram a gastar. Alguns chegam mais próximo do que tem em mente, as vezes por uns R$ 100,00 ou menos, outros erram por muito. Essa tarefa vai ficando mais difícil a medida que se coloca variáveis como paquera, namorada(o), etc. A sensação é que você não tem como controlar ou planejar nada que dependa dessa situação. Mas há sempre um caminho.

Bom, não sou muito diferente das pessoas que tiveram esses problemas (ou ainda tem). Cerca de 1 ano e meio atrás, eu tive um grande impasse com minha companheira sobre esse tópico: "Quanto dinheiro a gente gasta por mês?". Nós sempre conversávamos sobre diminuir custos, organizar o mês... mas nada. Era impressionante como a gente deixava de sair um fim de semana inteiro e os nossos valores aumentavam! Para alguns isso era magia negra, macumba, bozó... mas no final era falta de planejamento.

Incentivando minha companheira a ler alguns livros de finanças comigo para ajudar nessa empreitada de organizar o caos financeiro da nossa relação, conseguimos chegar a uma idéia, talvez não inovadora, mas suficiente para minimizar e até ajustar corretamente nossos gastos.


"A Caixa"

Como toda mulher ama inventar nomes "fofinhos" para esses objetos que deveriam ser práticos e objetivos, a minha adotou o nome de "Nosso Dinheirinho". Um tanto afeminado demais, mas o mérito da idéia dela foi que permitiu esse apelido... (Desculpa para: Eu fui derrotado)

A caixa foi a idéia mais brilhante que pudemos ter para gerir o nosso dinheiro para sair e até memos viajar. Basicamente, a idéia é definir primeiro quanto irá ser gasto no mês. No tempo, como éramos estagiários foi definido R$ 150,00 para cada um. Assim, ao receber nosso salário, cada um retirava a quantia determinada e colocava na caixa.

Com R$ 300,00 na caixa, a tarefa era restringir nossos gastos a esse valor. O primeiro mês foi muito difícil. Aqueles que tiverem interesse de tentar, deixo um aviso: "Siga firme e não gaste mais do que a caixa.". É de extrema importância não criar hábitos de "passar a mão na cabeça" nos primeiros meses. Se você gastar todo o dinheiro da caixa em 2 dias, leve o mês inteiro sem sair. Veja bem o que eu falei: Sem Sair. Isso não significa que você não possa ir a casa de sua (seu) companheira(o), dar uma voltinha na orla ou bater pernas no shopping. Se invente! Mas não gaste mais do que isso!

Tudo parece muito radical, mas na verdade é necessário entender que a caixa é uma entidade, como uma empresa ou pessoa. Ela tem que ser vista como se fosse você no lugar dela. Se você não tem dinheiro, você não gasta (ao menos é isso que se espera!).

Mas então como usar a caixa? Bom, para cada vez que você sair, gaste o dinheiro da forma que você quer. A conselho o uso do cartão de crédito (Para melhor entender veja os tópios anteriores. Mais tarde daremos outro motivo além deles.). Peça a nota fiscal ao estabelecimento e a coloque na caixa, retirando dela o dinheiro equivalente ao valor gasto.

Para um exemplo prático:
Suponha que você saiu e foi a um restaurante. A conta deu R$ 70,00. Peça ao garçom a nota fiscal, leve ela até a caixa e coloque. Retire o dinheiro para você pagar a quem pagou a conta.
Agora você sabe que o novo valor que pode ser gasto para você sair será de R$ 230,00, como também vai saber com o que você gastou.

Se ao final do mês sobrar dinheiro, repasse para o outro mês, mas mantenha seus depósitos. Como eu falei, a caixa tem que ser tratada como outra pessoa/empresa. Caso sobre dinheiro, ele é saldo e deve ser repassado. Com um bom comportamento e muita força de vontade, irá ter meses que você poderá fazer uma extravagância, como ir ao Alfredo Di Roma ou passar um fim de semana na Praia do Forte, sem impactar no dinheiro da caixa e, mais importante, no seu dinheiro pessoal.

Com a evolução do salário pessoal, garanta uma evolução da caixa também. Separando valores maiores, será possível definir uma quantia para viajar todo ano ou mês, depende de como, onde e quando. Acredite, com essa prática, as coisas não vão parecer tão caras quanto parecem e tão impossíveis quanto se imagina.

Bom, por hoje é só.
Até um próximo Café!

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