Desde o inicio deste ano temos acompanhado protestos e reclamações
contra o serviço do aplicativo Uber,
basicamente, liderados por taxistas. O motivo principal das reclamações é a
concorrência desleal. Mais recentemente, foi a fez das empresas de
telecomunicações que acusarem o Whatsapp
de pirataria!
Não é a primeira vez que uma reserva de mercado se volta contra uma
determinada tecnologia, também não será primeira vez que grupos como esses vão
recorrer a proibições governamentais para proteger seus negócios. E por fim, também
não será a primeira vez que a população de um país sairá perdendo por governos
decidirem proibir serviços ou produtos novos e inovadores.
Não vejo consumidores reclamarem da qualidade dos serviços prestados
pelo Uber ou Whatsapp. Ambos os serviços citados como exemplo ameaçam a sobrevivência
de empresas ou grupos já estabelecidos, porém favorecem a seus consumidores que
tem acesso a serviços melhores, mais adaptados a suas necessidades e até mais
baratos. Quanto aos impostos, os motoristas do Uber pagam o IPVA de seu veículo, ao contrário dos taxistas. O Whatsapp não recolhe impostos, pois não
comercializada nada por enquanto, mas passará a pagar caso passe a vender seu
aplicativo ou a comercializar espaço de propaganda ou qualquer outro serviço dentro
de sua plataforma.
Imaginem se inventarem de tapar o sol para proteger as vendas e os
empregos das empresas que produzem lâmpadas e lanternas? Whatsapp, Uber, Waze, Netflix e outras tecnologias que ainda vão surgir, não são inimigos
da sociedade. A proibição de serviços e produtos inovadores por sua vez sim,
pois priva as pessoas de melhores ferramentas ou serviços que melhoram sua
qualidade de vida. Não quero ficar preso no engarrafamento por falta do Waze e nem ter que pagar o dobro na
minha conta de luz por falta do Sol!
Msc. Uedson S. Reis
Professor / Pesquisador / Analista de Sistemas
Texto publicado originalmente no jornal O Candeeiro em 2015.